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“As gentes de Portimão são pessoas de luta e resiliência”

O Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

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“As gentes de Portimão são pessoas de luta e resiliência”

A participação dos Jogos Santa Casa no Mercado de Natal no recinto de “Um Sonho de Natal’21” será em ambiente de festa, através de algumas ações que promovam o espírito natalício e familiar

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem vindo a alargar a sua missão a todo o País. E o Algarve não é exceção. Edmundo Martinho, provedor desta instituição desde novembro de 2017, em entrevista ao Correio da Manhã, fala sobre a participação dos Jogos Santa Casa no Mercado de Natal de Portimão e na importância que, este ano, o espírito natalício terá em todos os portimonenses.

Qual o papel da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa num evento desta natureza?

O que se pretende, sobretudo, é celebrar esta época natalícia com os portimonenses, porque a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) tem alargado cada vez mais a sua missão a todo o País, nomeadamente à região do Algarve. E, por isso, faz-nos todo o sentido que, além dos mercados de Natal em Lisboa e Gaia aos quais estamos associados, contribuamos e participemos também nesta festa natalícia e familiar em Portimão.   

Sentem que, em tempos mais difíceis, como os que atualmente enfrentamos, o Natal e toda a sua envolvência adquirem particular relevância?

Sem dúvida de que existe uma relevância acrescida porque, depois de largos meses de combate a esta pandemia, e tendo em conta que no ano passado tivemos uma quadra natalícia com muitas restrições, sentimos que os portugueses precisam de alguns sinais de normalidade e de esperança, que os motivem no esforço conjunto para ultrapassar esta fase tão difícil das nossas vidas enquanto indivíduos e sociedade. Sabendo nós o que esta quadra representa para tantas pessoas, é com enorme satisfação que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa contribui para a concretização do Mercado de Natal em Portimão.

Quais os grandes projetos encetados este ano?

Atendendo à missão da SCML, este foi um ano muito marcado pela resposta social à pandemia. Muitos dos nossos serviços foram chamados a contribuir para este grande esforço, desde a cedência de camas nos nossos equipamentos para reforçar a capacidade do SNS, passando por equipas que estiveram a toda a hora na linha da frente do combate a esta doença. Ainda na área da saúde, gostaria de destacar a abertura, em setembro, de mais uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados, a UCCI Rainha Dona Leonor, a juntar a outras duas unidades da Santa Casa que já estavam em funcionamento. Outro dos grandes projetos que muito nos orgulha é o lançamento da Valor T, uma agência de empregabilidade com o objetivo de apoiar pessoas com deficiência na procura e concretização do seu potencial profissional. Porém, diria que o grande projeto deste ano que agora está a terminar foi precisamente conseguirmos, com grande esforço de todos os nossos colaboradores, não só manter em curso toda a atividade normal da instituição como efetivar o apoio extraordinário ao qual fomos chamados na resposta à pandemia, assim como o lançamento de novos projetos que não poderiam ficar parados, apesar das inúmeras solicitações que fomos tendo.

Quais as grandes linhas de atuação para 2022?

Acima de tudo, e não obstante o processo de vacinação exemplar ter trazido alguma normalidade e recuperação económica no nosso país, a SCML continuará a garantir os seus serviços de excelência no âmbito da sua missão e a dar resposta na linha da frente às muitas solicitações que vão chegando. Com mais de 520 anos de existência, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa disse presente em vários momentos de dificuldades acrescidas para o País e continuará a fazê-lo. Este foi mais um momento da nossa História em que fomos chamados a desempenhar esse papel. Não esquecendo que continuamos a ter de responder às solicitações nas áreas social, da saúde, da cultura, do desporto, entre outras, e que não só se mantiveram como são cada vez mais complexas. Continuaremos também a manter o rumo de diversificação das nossas áreas de atuação.

E em termos de Jogos da Santa Casa, que impacto tem na região?

O mais importante é que as pessoas tenham presente que as receitas dos Jogos da Santa Casa são revertidas para todo o País através da distribuição pelos inúmeros beneficiários, que vão desde entidades governamentais da saúde à segurança social, locais e regionais a instituições ligadas ao desporto, juventude ou cultura, entre outras, como proteção civil ou educação.

Que ações realizam?

A participação dos Jogos Santa Casa no Mercado de Natal será em ambiente de festa, através de algumas ações que promovam o espírito natalício e familiar.

Que desejo gostaria de deixar nos sapatinhos dos portimonenses?

Acho que o melhor desejo que posso deixa no “sapatinho” é esperança e muita saúde. Esperança num futuro melhor, depois de juntos ultrapassarmos aquele que será, certamente, um dos maiores desafios das nossas vidas. E muita saúde, porque nunca, como agora, fez tanto sentido expressarmos este desejo. As gentes de Portimão, como a generalidade dos portugueses, são pessoas de luta e resiliência, e essa capacidade dá-nos a confiança para acreditar que conseguiremos vencer esta pandemia. A todos os portimonenses e leitores do CM, desejo um Feliz Natal e um Bom Ano Novo.


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